Depois de um intervalo de 5 anos, Pavilhão 9, uma das principais bandas de hip hop brasileiro e símbolo do protesto dos anos 90, está de volta com força total com tendências de rap, rock e hardcore. “O Pavilhão 9 conseguiu incomodar e mostrar que não é apenas uma mistura de rap com rock, é acima de tudo música de verdade”, diz Thaíde, outro símbolo da cultura hip-hop.
O último disco lançado pela banda, Público Alvo, foi lançado em 2006, com produção de Carlos Bartolini e participações especiais de Guga Stroeter, DJ Nuts, Rodolfo Abrantes (ex-Raimundos e ex-Rodox) e Salazar (da dupla Veiga & Salazar).
Apesar da conquista de público muito além da periferia e de um disco de ouro (o álbum Cadeia Nacional vendeu mais de 100.000 cópias), o Pavilhão 9 continua mantendo suas já consagradas letras de protesto, mostrando o som do cotidiano na cidade grande: agressividade, poluição, caos, superpopulação, pobreza, polícia corrupta.
Em Público Alvo além dos temas sempre presentes em suas letras, o Pavilhão aborda também a política brasileira e mundial. Falam do Brasil sendo saqueado por políticos corruptos e de bombas explodindo em todos os cantos do mundo, aumentando as diferenças sociais. Um exemplo está na música “Mundo Loco”, seguido por “Tô na Minha”, “Expressão”, “Cidade”, “O Anjo e O Diabo”, “Chaosfobia”, “Todos Querem O Controle”, “Cientistas”, “Os Normais São Loucos”, “Raça”, “Polícia E Ladrão” e “Reacionários”.
O novo trabalho do grupo paulistano também prega um mundo sem fronteiras, inclusive com a participação de Billy, vocalista e líder da banda Biohazard (um dos mais influentes na cena hardcore de Nova York), na faixa “Nova Desordem”. Também apresenta uma versão de “Gimme the Power”, clássico da banda mexicana Molotov.
O Pavilhão 9 foi o primeiro grupo a fazer o estilo Gangsta Rap no Brasil. Sempre com letras fortes abordando temas que permeiam a desigualdade social no país, o símbolo da banda eram os capuzes e máscaras. O grupo é formado por Rhossi e Doze (vocais), Marinho (baixo), Ortega (guitarra), Munari (guitarra), Fernando Schaefer (bateria).
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